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Segunda-Feira, 26 de Junho de 2017
Rádio Perfil FM


Joana Silva

Joana Silva

Crônicas e Meio Ambiente


28/05/2012

Mais uma vez a natureza padece

O ser humano pertence ao planeta que ele habita. Assim sendo, tem o dever de respeitá-lo e cuidá-lo.

Entretanto, os desenvolvimentos técnicos e científicos, a ocupação irracional dos espaços habitáveis, a lei do lucro acima de tudo, fizeram com que o uso predatório dos recursos planetários provocasse um desgaste global e humano quase irreparável.

É muito comum hoje em dia se ouvir as expressões: ética ambiental, cidadania ambiental, cuidados com a sustentabilidade e tantas outras que caracterizam relação, envolvimento do ser humano com a vida na terra.

Desde 1992, a chamada "Eco 92" reuniu no Rio de Janeiro várias autoridades e ambientalistas mundiais, para discutirem problemas relacionados á convivência do homem com a chamada "casa comum"- A TERRA.

Agora, a conferência mundial Rio+20, se realizará novamente no Rio de Janeiro, no próximo mês, para avaliar os resultados desses 20 anos.

Tenho a impressão que não vai ter muito o que comemorar. Embora todos já saibam muito bem, já tenham conhecimento da necessidade de mudar de atitude, quando fala mais alto o interesse particular, não se mede as conseqüências das ações e não importam os resultados.

Aqui em Tacaratu não é diferente. Embora seja uma pequeníssima parte do universo, não é bem cuidada. Basta olharmos o desgaste nas florestas e no patrimônio ambiental nas últimas décadas, para percebermos como não há preocupação com o meio ambiente, especialmente quando se trata da natureza.

O que aconteceu com a SERRA DO CRUZEIRO, nos últimos tempos é um sinal de que não estamos sintonizados com o verdadeiro valor das coisas do planeta terra.

Aquelas 216 horas de fogo geraram muitos clamores, fizeram cair muitas lágrimas e causaram em alguns, muitas preocupações. O que vai restar para o futuro nesta terra? Sabemos que não foi má intenção, mas é preciso lembrar que nem sempre a boa intenção gera uma boa ação. Num estudo mais profundo sobre o conhecimento, poderíamos dizer que é preciso usar o saber sociológico e sair do senso comum. Não é mais tempo de fazer o que é bonito em detrimento do que é ambientalmente correto. Existem hoje energias mais saudáveis que agridem menos o meio ambiente.

O fogo deve ter sido acidental, mas os desmatamentos poderiam ter sido evitados. Não é preciso pensar que o " cão de Gertrudinha" ( A LENDA), tenha se aproveitado da retirada do cruzeiro antigo como pensam alguns, mas vale apena analisar por que será que um evento tão bonito tenha deixado um rastro tão doloroso, com uma floresta nativa destruída pela metade.

Não adianta chorar o leite derramado. Agora é hora de descruzar os braços para ajudar a serra se restabelecer, só Deus sabe quando, mas façamos a nossa parte!        

 

Joana Silva





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