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Segunda-Feira, 26 de Junho de 2017
Rádio Perfil FM


Paulo Félix

Paulo Félix

Turismo, cultura, fatos, versos e canções


24/06/2012

Educar para Defender

Pensar que a simples defesa imposta já viabilizaria proteção a todo o meio em que se vive não foi e nem será a saída, uma vez que, sequer aprendemos ou temos boa vontade para exercitar a cidadania que pretendemos um dia, em sua real plenitude, cujo respeito explicite-se e denote-se, naturalmente, em cuidados, em zelos e em consciências, para com a nossa própria vida e para com aquelas que nos cercam. Sabe-se que tudo isto é parte de um processo de longo prazo, visto que, passamos séculos e mais séculos a "detonar" de forma impetuosa e ignorante o que nos foi colocado à disposição como meio ou como alimento natural, sem que sequer tomássemos conhecimento de sua importância para nós mesmos. Extrapolamo-nos no uso e no abuso, explorando de forma exacerbada tudo aquilo que deveríamos ter tido mais consciência, para que pudéssemos ter eternamente. Veja uma: mesmo nos dias de hoje com tanta veiculação de informações escritas e faladas, é fácil ver um estudante ou outro cidadão qualquer chutando garrafas PETI; rolando restos de papel de balas doces ou de "bitucas" de cigarros, em meio a ruas e avenidas da cidade, alguns com o lamentável pretexto ou argumento que diz: "o Gari tem que ter o que fazer". Que exercício cidadão é este que, aparentemente, nem se dá conta de que tal ato é desprezível é fruto de ignorância, é contramão? Pois, como podemos dizer que estamos aptos para cuidar do meio ambiente que vivemos e que somos partes e nos vangloriarmos ainda de que somos defensores do mesmo? Certamente carecemos de um olhar de reflexão mais aprofundado ao nosso próprio interior e ao nosso redor; despertarmos para uma realidade que está a urgir, clamando pela ação de cada um ser; quem sabe até um gesto de boa vontade, para que aprendamos logo a lidar com a defesa do meio que habitamos.

O meio ambiente que grita hoje deve ser visto sim pelas suas próprias complexidades, mas, também pela importância de dar-nos tudo que necessitamos e mais, porém, com consciência. E uma das ações iniciais para que se possa considerar-se um razoável defensor do meio ambiente seria a disponibilização individual e coletiva, para dotar-se do conhecimento necessário, que não necessitaria ser cientifico, mas, um conhecimento aprofundado dos biomas que compõem o meio ambiente que se nos acerca, para daí defender com afinco essa causa que é de todos, começando já por educar-se para defender. Objetivando melhorar o conhecimento e fortalecer para ampliar ações, as escolas seriam primordiais elos de implementação de uma educação ambiental infanto-juvenil, traçando diretrizes e dotando essa comunidade escolar do conhecimento, formando ambientalistas mirins, com uma proposta de parceria entre a escola e outros organismos governamentais ou da sociedade civil, visando criar uma postura proativa por parte de toda a comunidade escolar na preservação ambiental e na mobilização e multiplicação de conceitos de sustentabilidade, com uma linguagem infantil, juvenil e adulta, com vistas a dar os instrumentais mínimos necessários de conhecimentos, para a defesa pratica do meio ambiente que os cerca, considerando-se sempre as possibilidades de multiplicação. E, provavelmente, o caminho torne-se mais rápido, mais ameno e até mesmo aqueles que persistem no tempo das montagens de "coivaras" na própria roça, tendo um neto, um filho ou alguém próximo persistindo que essa não seja uma ação correta nos dias atuais, quem sabe irá mudar de atitude a partir de apelos tão próximos. O meio ambiente é uma questão de cidadania, mesmo que essa ainda seja uma prática a ser alcançada em plenitude, pois, é muito interligada a boa vontade de cada um, mas, é possível, assim como o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os seus habitats naturais. Sem dúvida muito precisa ser feito e por todos, porém, o ideal mesmo seria começar a exercitar, preservando "in loco", para que a própria ambiência pudesse se revivar para mostrar-se pelo menos próxima do que já foi antes, onde córregos corressem a céu aberto; canaviais, coqueirais, cajueiros e mangueirais, frutificassem em tempo certo; as matas de capoeira e de caatinga verdejassem e florissem em suas diversidades de cor como o fizeram antigamente. Conscientizar-se conscientizando para preservar agora e não colaborando para tornar a vida mais difícil no planeta. Faça a sua parte porque o tempo é agora!

Paulo Félix





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