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Segunda-Feira, 26 de Junho de 2017
Rádio Perfil FM


Paulo Félix

Paulo Félix

Turismo, cultura, fatos, versos e canções


24/02/2013

Pedra

Mesmo que a matéria mineral dura e sólida, da natureza das rochas deixasse de ser, nem assim os corações humanos virariam em pleno aprendizado pedra, simplesmente por estarem sozinhos ou a bel-prazer dos tempos. Embora sofram, endureçam-se e às vezes até se calem, jamais se transformarão em outro estado que não seja aquele ao qual todos estão predestinados, independentemente de pretéritos ruidosos, pois, o resultado do aprendizado fácil ou árduo do presente e do futuro nos levará, inevitavelmente, ao estado de purificação - Coisas de Deus!

O progresso humano é inevitável e mesmo que tarde não tarda a hora que sensibilizará a todos para a necessidade de mudanças de hábitos, de costumes e de atitudes, uma vez que a consciência falará mais alto sobre essa necessidade, e não importa se rindo ou se chorando, todos haveremos de chegar lá. Que sejam ditos os "sins" e os "nãos", de caráter disciplinador ou mesmo de má fé, quantas vezes queiram e sejam possíveis, mergulhados pelo encorajamento que enfrenta ou pelo medo covarde que reprime aqueles que se escondem e destoam-se da origem e da verdade; que sejam colocados mil e um empecilhos pela estrada, seja por palavras ditas ou até mesmo por formas materializadas que assemelham barreiras que resultam em topadas, pois, nem assim ninguém será capaz de calar o irmão andarilho planetário, seja pela sua própria fé ou até mesmo pela razão que o mantém, mesmo oscilante como é, dia menos dia reagirá para transpor quaisquer obstáculos que se lhe surjam à frente e sobreviverá, porque o homem é fruto inteligente do Poder da Criação. Daí refletir sobre os desnecessários adornos, as invenções fantásticas, as transformações consequentes do materialismo e das impostações cênico-vocais, se o coração não é humilde o bastante capaz de um ato fraterno. Mas, do Pai ninguém se esconderá, apesar do livre arbítrio concedido por Ele, e que nos torna responsáveis pelos nossos próprios atos, ninguém sobreviverá ou passará impunemente. Então, de que adianta sobrecarregar-se de complexos de culpas, de erros e de condenações antecipados vindos do externo? Equívocos, puras demasias, heresias de vaidosos que pensam estar no planeta terra já santificados, quando na verdade somos simples aprendizes que de tanta desatenção pouco ainda sabemos do que somos capazes, pois, sequer conseguimos enxergar a hipocrisia que, às vezes, pode esconder-se por atrás de um verdadeiro mensageiro de luz, feito uma serpente pronta para o bote fatal. E nesse estágio, denota-se que ainda não aprendemos a distinguir entre o joio e o trigo, e saber reconhecer naqueles que aparecem e demonstram virtudes, simulam e fingem sentimentos louváveis que não os tem, é necessário e decorrerá, pois, de um bom aprendizado. Acreditar e apregoar "achismos" e "crendices" verbais que anulam e eliminam outrens por entender, ao próprio ponto de vista, que é sempre o outro que está perdido, errado e condenado a escuridão, quando sequer deu-se a oportunidade de conhecer melhor esse irmão, é "achar" que um filho pode ser abandonado por sua Referência Máxima, quando na verdade o Pai nunca abandonará um filho seu, mesmo que retardatário de jornada.

O aprendizado humano é infinito e muitas vezes árduo em decorrência das próprias atitudes. Mas, ao homem, apesar do livre arbítrio, todas as oportunidades lhe foram e serão dadas para que mesmo que seja num tempo infinito possa se redimir para a conquista da pureza, da tranquilidade e da harmonia, sem importar-se se a duras penas.  E será aprofundando-nos mais na grandeza da própria consciência, que haveremos de descobrir ou de redescobrir que somos partes de um de um todo; que somos interplanetários, filhos do Amor Maior - Deus! Embora, ainda enxerguemos apenas aquilo que somos capazes. Bom, que pelo menos tentemos ser mais sensíveis às reflexões e tolerantes para com aqueles irmãos que se lançam a vida como se fosse última ou única; e que abracemos as oportunidades que se nos surgem à frente, ao invés de esperarmos os impositivos naturais de braços cruzados, embora certos de que nunca, jamais, nos transformaremos em pedra, especialmente se nos devotarmos ao Pai Supremo, e a prática cotidiana da caridade, e os nossos aprendizados de jornadas já valeram apena.

Paulo Roberto Félix





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