Tacaratu.net

Segunda-Feira, 26 de Junho de 2017
Rádio Perfil FM


Paulo Félix

Paulo Félix

Turismo, cultura, fatos, versos e canções


03/01/2014

Pelas Ruas do Mundo e de Calcutá

Que existam divergências de idéias e até de ideais, isto é natural, é salutar quando não extrapoladas pelo radicalismo. São notórios os privilégios do ser humano, especialmente quanto a ser dotado de uma ferramenta, mesmo que ainda em estado de desenvolvimento, porém, capaz de transformá-lo e de diferenciá-lo enquanto filho especial do Pai Celestial, o faz distinguir e despertar ser inteligente: a consciência. A jornada infinita de cada ser muito independente do que diz essa ou aquela religião de berço, uma vez que o exame é próprio e perceptível por cada um, seja pela visão seja pelo coração atento quando fortalecido pelo exercício benévolo e pela fé que, naturalmente, nutrem o processo evolutivo da humanidade. Mas, nos tempos atuais é premente que nos livremos de sentimentos ruins, mesquinhos como orgulho, ódio, inveja, mágoa, vingança, entre tantos que muitas vezes transformam-se em obsessão e destrói, vagarosamente, o próprio ser. Segundo Joanna de Ângelis, "À hora é de nos prepararmos para não nos surpreendermos...". Isto feito, certamente as nossas visões de mundo serão outras e mais definitivas rumo a melhores tempos. Sabe-se que mudanças sempre antecipam resistências, e em processamento expõem "ignorâncias", a ignorância que nos mantém envoltos, dificultando-nos em aceitar o novo, mesmo que esse novo nos aponte, efetivamente, a Luz do Amor Maior. De toda sorte, apesar do estado de transição porque passa o planeta que habitamos, e que sequer tentamos perceber, quanto mais compreender, contamos mais que nunca com a bondade do Pai Supremo, que está sempre a nos enviar seus emissários, benfeitores espirituais que, incansavelmente, se predispõem a nos auxiliar no alcance de melhores dias, respeitando, contudo, o livre arbítrio de cada um.

A luz que perseguimos quando conquistada, indubitavelmente, será em decorrência de efetivos exercícios fraternos, haja vista que os melhores exemplos são práticos. E um desses grandes exemplos apareceu através de peregrinações lá por Calcutá e depois pelo mundo, em busca dos irmãos sofridos, dos relegados as mais impiedosas sortes que podem oferecer as sarjetas, os guetos e vielas espalhadas pelo planeta terra. E como todos os benfeitores, ela entregou sua vida em beneficio dos desassistidos, e assim Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, que nasceu em Skopje, no dia 26 de agosto de 1910, doou-se pela vida como Teresa de Calcutá. Madre Teresa de Calcutá ou Beata Teresa de Calcutá, foi uma missionária católica de etnia albanesa, nascida no Império Otomano, na Capital da atual República da Macedônia e naturalizada indiana. Considerada por muitos a missionária do século XX, embora ela mesma não aceitasse a colocação. Fundou a congregação "Missionárias da Caridade", tornando-se pela vida conhecida pelo cognome de "Santa das sarjetas". Tereza de Calcutá reconhecida em sua fragilidade fisica aparente diz:  "Aos sábios, aos entendidos do mundo, aos meus leitores da vida, aos pobres de espirito e  de entendimento, venho mais uma vez transformar meus pensamentos em palavras. Não são palavras delicadas, tampouco a repetição daquilo que você deseja ouvir. Falo para incomodar. E muito". Comentário: numa demonstração de sua firmeza em defesa daqueles que acreditava necessitarem dela, não fazia por menos, fosse tratando com um Chefe de Estado ou mesmo com o Papa, agia com a mesma indignação, pois, não adimitia tamanha indiferença de quem quer que fosse para com os seus menos dotados. Diz Tereza: "Existem homens religiosos, homens de fé e homens de ciência. Enquanto com frequência a religião caminha a passos lentos, a fé consegue pôr coração nos lugares aonde as pernas não conseguem chegar. Digo que já fui uma religiosa, mas depois de me ver frente a frente com o sofrimento, a desilusão de pessoas abandonadas e a falta de esperança de muita gente que encontrei perdida na vida, abandonei a esfera religiosa, passei pela escuridão daqueles que procuram e tateiam algo mais além e, no meio dessa escuridão, encontrei a fé que hoje me incentiva a continuar". Comentário: aí fica muito nitido que cada ser em consonância com a Superioridade  Suprema, considrerado o livre arbítrio individual e coletivo, trás consigo incumbências que independem dessa ou daquela religião. No caso de Madre Tereza de Calcutá, para entender os seus compromissos aqui no planeta ou fora dele, necessitou antes, porém, que ela se congregasse, fazendo votos aos 18 anos nas Irmãs de Nossa Senhora di Loreto, para de fato entender que os seus reais compromissoes não seriam realizados se se mantivesse enclausurada. Diz Tereza: "Tivesse eu seguido à risca os ensinamentos da Igreja que recebi de meus superiores, jamais teria realizado sequer 1% daquilo que minhas mãos puderam fazer e meu coração fecudar. Às vezes, na calada da noite, enquanto as irmãs dormiam, esquivava-me por entre as sombras, trocando o sári por vestes rotas e maquiando-me com lama e sujeira da rua, a fim de que não me reconhecessem, para somente mais tarde puder obter o aval dos chamados representantes de Cristo na Terra, a fim de poder, então, fazer a vontade de Nosso Senhor livre de tais subterfúgios". Comentário: o poder e a grandeza da sabedoria infinita do Pai são, diante da ignorância de quem ainda está tentando ascender-se num plano de espiação e provas, degrau por degrau, extremamente magnificos. Considerando, inclusive, que Ele mesmo antes de nos liberar pelos mundos onde careçamos viver para a evolução, nos dota de livre arbítrio, dando-nos liberdade de escolhas, sobretudo, nos garantindo um sistema de gestão próprio que libera ou limita e cobra, causa prazer ou dor, a consciência, e bem de acordo com os próprios feitos. Sem condenações, relegações, imposições, preconceitos ou desprezos, porque o Pai é o Amor Maior que perseguimos, distante de dogmas culturais que criamos e neles nos fechamos como crenças e razões absolutas, únicas, sem nunca, jamais, refletirmos sobre a nossa principal causa aqui no planeta. Tereza de Calcutá assim como provável espírito evoluído, sabia e chamou-nos a atenção. Diz Tereza: "No trabalho que abraçamos em nome de Cristo, uma das coisas mais complexas que vejo é domar nossa natureza, que cobra dos outros aquilo que nós não conseguimos ainda solucionar em nós próprios. Depois, quem está salvo? Salvo de que? Quem está perdido? Vejo cristãos digladiando entre si para arrebanhar almas de outros apriscos, fiéis de outras igrejas, a fim de engrossar as fileiras que representam sua forma de ver e pensar a vida. Que vantagem há nisso? No momento em que alguem resolve dizer que está trabalhando para Cristo, que está convertendo almas para o Senhor, fico a imaginar se não está, na realidade, tão somente arrebanhando prosélicos para sua religião como soldados para um exército, talvez para sentir que está com a razão na forma que elegeu para ver e interpretar as leis da vida". Tereza de Calcutá ainda diz que viver a religião longe do "amai-vos uns aos outros" é algo perturbador e muito mais perigoso do que se pode imaginar...". (Fragmentos do livro "Pelas Ruas de Calcutá" de Robson Pinheiro, pelo espirito Tereza de Calcutá).

 Paulo Félix





Todos os diretos reservados
Direção: José Manoel do Nascimento
Contato: (75) 3281.3004 / (75) 8801.3000