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Segunda-Feira, 26 de Junho de 2017
Rádio Perfil FM


Jorge Dyantonino

Jorge Dyantonino

Poesias, Crônicas, Prosas e Cordeis


09/02/2010

A história da Matemática

Todas as coisas do mundo
Têm pesos e quantidades
Têm formas e dimensões
Texturas e utilidades
Tudo é milimetrado
E a primor calculado
Num articular de grandezas
Contar é essencial
No meio artificial
Ou nas obras da natureza
 
Nos tempos da Pré-história
Ao surgir da humanidade
O homem era um ser andante
Vivia em liberdade
Seguia a natureza
E dela tirava o sustento
Sua vida era errante
Num desafio constante
Em busca do alimento
 
Com o passar de algum tempo
Ele foi evoluindo
Inventou a Agricultura
Pecuária e Arquitetura
E a vida, antes dura,
Teve melhor qualidade
Tornando-se sedentário
Viu que era necessário
Registrar suas quantidades
 
Utilizando pedrinhas,
Gravetos, riscos e os dedos
Ele contava seus rebanhos
Realizava atividades
Assim aram controlados
O alimento e o trabalho
Sendo então indispensável
Viver em sociedade
 
Com o evoluir dos povos
E destes conhecimentos
Ele pôde contar os dias
E ampliar seus inventos
Construiu os algarismos
O calendário e o relógio
Tornando a vida mais prática
Assim foram evoluindo
E desta forma surgindo
As Ciências Matemáticas
 
Com a produção de alimentos
E a pecuária extensiva
Tudo assim ficou mais fácil
E a fome foi sucumbida
Os alimentos pesados
Medidos e acumulados
Que se encontrassem e excesso
Eram por outros trocados
Que ali estivessem escassos
Dando origem ao comércio
 
Surgiram então as moedas
E o acúmulo de riquezas
As classes pobres e escravos
Burguesia e nobreza
A roda e os palácios
Bandeiras e dinastias
A medicina e a escrita
Tecelagem e pintura
O papel e a geometria
 
Surgiram as navegações
A bússola e o astrolábio
Rodas d'água e moinhos
Engenhos e carruagens
Bancos, tributos e juros
Cidades, cortes e feiras
As pontes, torres e templos
Ábacos e cata-ventos
E as ciências financeiras
 
Deste tempo em diante
O crescimento foi grande
E em curso itinerante
A ciência caminhou
Surgiram a Química e a Física
Combustíveis, telefone
E a máquina a vapor
A bomba e a explosão
O rádio e a televisão
O foguete e o avião
O carro e o computador
 
Hoje as nossas ciências
Encontram-se bem divididas
Suas raízes são profundas
E necessárias à vida
A cada minuto e segundo
Em qualquer canto mundo
Vemos ciências exatas
A resposta é unânime
O que seria do homem
Se não fosse a Matemática?
 

(JORGE DYANTONINO)





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