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Segunda-Feira, 26 de Junho de 2017
Rádio Perfil FM


Joana Silva

Joana Silva

Crônicas e Meio Ambiente


19/09/2010

Dia da árvore

Dizem os estudiosos que os dias comemorativos enfocam principalmente as memórias dos sem poder. Assim temos o dia do índio, da consciência negra, do professor, do trabalhador. Se é coincidência não sabemos, mas é também o que acontece com as espécies pouco valorizadas e em via de extinção: a ÁVORE. Embora seja sinônimo de vida, aqui no Brasil, parece que vai ser erradicada, substituída pela sombra do concreto.

Logo no início da primavera, em 21 de setembro, é comemorado o dia da árvore. Antes dessa data era comemorada, na última semana de março, a semana da árvore instituída pelo presidente Castelo Branco, em 1965.

Nada mais justo e adequado, o dia da árvore na abertura de um período tão belo como a primavera, onde as plantas começam a se revestir de nova folhagem, para a chegada da estação das flores, do sol, da saudade, em fim, na natureza tudo é muito bonito, mas com especialidade a primavera e o outono.

Uma árvore pode nos trazer muitos benefícios. Desde a sombra aconchegante em um dia de sol, a umidade do ar, a beleza do ambiente, o oxigênio para nossos pulmões, madeira para construção das nossas casas e tantos outros.

Mesmo assim nos dias atuais não é dado á árvore o verdadeiro valor e respeito a esse ser tão útil à vida na terra. Em face da vida moderna, do aumento da população mundial, as necessidades de novas moradias e de mais produção agrícola e pecuária, as árvores acabam sendo alvo de grande destruição. Além disso, um comodismo oportunista que gera uma  indiferença selvagem aos  bens naturais. É constrangedor ver a derrubada de uma árvore por motivos banais. Mas é o que se vê constantemente.

Além dos benefícios econômicos já citados a árvore tem um imenso valor ecológico: a proteção dos solos, rios, nascentes, a preservação da vida silvestre, a manutenção da qualidade de vida e muito mais.

Por tudo isto queremos chamar a atenção para este dia 21 de setembro destacando uma árvore quase centenária aqui em Tacaratu a quem o poeta Carlos Toscano dedicou um belo poema e eu ratifico o valor, também histórico do OITIZEIRO da Rua Pedro Toscano

                              

Âmago e Alma

 

Quando meu pé de oitizeiro riu

O flamboyant do Roberto bocejou

O trovão das idades o partiu

Foi-se minha alma e nunca mais voltou

De que saudade mata consciente

Desde então eu cá sem alma vivo

O oitizeiro a cada dia mais pungente

Mais morto, inofensivo...

Ao conservarem a árvore do menino

Precogitaram um homem

Menos bruto ante a doçura do destino

 

         Carlos Toscano





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