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Tacaratu - PE - 31/07/2012

Eleições 2012, nova oportunidade na escolha de nossos representantes

Pe Roberto Ribeiro

Queridos amigos(as), a Paróquia de Tacaratu não tem em sua espeficidade a gestão pública. Não é empresa cambial. Mas como Igreja é um corpo, edificada por cidadãos criticos e reflexivos - pessoas que pensam. Outro dom conferido a essa instituição é escutar os clamores do povo. A Igreja jamais quer ferir a liberdade de ninguém.

Dentre os serviços e ministérios eclesiais existem os que se diferenciam devido sua natureza; assim o padre como pastor e guia espiritual tem a missão de zelar pelo povo confiado aos seus cuidados.

Por conseguinte, considerando a proximidade de mais um processo eleitoral e as necessidades concretas na ordem do dia do nosso povo resolvi partilhar algumas inquietações. Quero apenas ver a realidade e pedir que junto construamos o amanhã. É dever cristão-cidadão a co-responsabilidade na comunidade. Não acolho quem se apóia na crítica irresponsável, malfazeja. Reverenciamos quem se esforça por dar o melhor de sí.

Sugerir não é impor. Então, partilho as minhas:

Candidatos e Eleitores, para que possamos ter uma sociedade mais fraterna e sadia:

1 - O governo municipal não é para serviço de sí, não é pesque pague. Uma sardinha esperando que alguém lhe pegue. Neste é urgente que um homem ou mulher com disposição de assumir com firmeza o labor, é mais do que gastar o dinheiro que chega, até por que gastar dinheiro todos sabemos, difícil mesmo é administrá-lo.

2 - Os Secretários/as devem ser soltos, sair dos escritórios, e quando neles estiverem que não estejam amarrados. Ter liberdade, e se tornarem capazes de entender o que é trabalhar com liberdade. A partilha de poder ao invés da concentração fazem das decisões proatividade. Não existe responsabilidade parcial, o profissional parcialmente creditado é humilhado, a ação criativa fica inviável.

3 - Já começou a contagem para a eleição e ignoramos o plano de trabalho dos atuais candidatos e o que é pior: virou tradição. Acho que todos gostariam de saber quais as prioridades, as metas a atingir, os projetos, as linhas de ação que a futura administração vai tomar. Sentimos o ambiente muito emaranhado, confuso, perdido... e da "nova" Câmara de vereadores que podemos esperar?

4 - Cargos políticos não são para sí ou para os seus, antes é para o povo. Melhoramentos públicos; Pista para desviar caminhões da cidade, o funcionamento de uma educação para os Jovens, mais calçamentos nas ruas, menos poças de água, menos montões de lixo, mais iluminação pública. Um esforço para uma educação popular mais responsável pelo ambiente: olhem como estão as fontes de água que circundam a cidade, onde se coloca o entulho dos quintais, como fica um espaço público depois de um evento.

5 - As autoridades devem aproximar-se mais do povo. QUE TAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO. A população não pode querer depender tanto da pedincha. Os casos urgentes, de necessidade absoluta, devem ser resolvidos por alguém que vá averiguar a situação e propor a solução junto as comunidades. Populismo barato é alienação, prejudicial ao bem comum. O melhor elogio de uma administração é o que ela faz, não o que ela diz que poderá vir a fazer. Convence mais o que se vê do que palavras bonitas que se ouvem na rádio ou meios de comunicação social. Há uma maneira educada de criticar a coisa pública. Mas também se exige educação para ouvir sem melindres e sem vingança ou perseguição a uma crítica construtiva.

6 - Uma administração eficaz não é precipitada. Não deve querer fazer tudo na primeira semana. Mas também não pode ser parada, não pode querer adiar tudo para a última semana.

7 - A Saúde Pública precisa ter uma atenção especial. Sem ela não se aprende, não se produz e não se vive com dignidade. Povo doente é povo inerte.

8 - O Município tem vasta população no interior a viver das roças, e tão pouco se investe na promoção agrícola? A família rural não mereceria mais atenção das autoridades? A seleção de sementes, o estudo dos solos e sua correção.

9 - O barulho. Cada vez maior e mais freqüente. E agora na campanha eleitoral ficou insuportável! Em todos os lugares e a qualquer hora do dia e da noite, inclusive nas promoções sociais... Quem quer beber abre a goela e a capota do carro... e aí vai disto! As autoridades devem pensar que nem todos apreciam um som maluco e bandas pervertidas num palco, Tacaratu merece mais que isso, merece "cultura e arte".

10 - É hora de trabalhar o turísmo religioso neste municipio, tenho a certeza que todos ganharíamos. Muitas foram as cidades que se soergueram depois de lançar mão desse recurso. Tacaratu não será diferente. O turista que visitar Nossa Senhora da Saúde, depois irá conhecer os produtos do Município, como é o caso das redes, mantas, bolsas e demais produtos de Caraibeiras. Virão hotéis, pousadas, novos negócios, empregos, o comércio crescerá, enfim, a Economia de Tacaratu será outra.

11 - Governar com transparência é dividir a responsabilidade com o próprio povo. Várias são as cidades prósperas que faz uso do governo democrático, cuja eficácia e satisfação da popuçação, salta aos olhos.

12 - O povo também deve dar a sua parcela de contribuição na questão eleitoral. Chega de "voto de cabresto", sem responsabilidade com o exercício da cidadania. Deve questionar ao candidato, qual a sua meta de trabalho? O que ele acha que a cidade precisa para melhorar? E qual a necessidade prioritária da população, de cada comunidade?

13 - A comunidade deve se organizar por bairro. Eleger um representante e elencar as suas respectivas necessidades.

14 - Fechar os olhos para o processo eleitoral é o mesmo que renunciar ao direito de reclamar no futuro. Seja a que título for. A hora de questionar é também antes de votar.

15 - Estamos na era da informação. Todos têm acesso a internet e podem conhecer o que é uma gestão democrática e participativa. A Constituição Federal deixa claro que TODO O PODER VEM DO POVO, QUE O EXERCE ATRAVÉS DOS SEUS REPRESENANTES ELEITOS, OU DIRETAMENTE. (Parágrafo único do artigo 1º). É hora do povo tomar as rédeas e questionar os seus representantes.

16 - a Constituição Federal também garante, como princípio fundamental, A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. (art. 1º. III) E não há dignidade, quando há fome, precariedade de vida, ausência de saúde e educação.





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