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Barretos - SP - 02/12/2012

José de Queiroz Sobral

Fonte: Gê Carvalho

Já falei, em matérias anteriores, de vários personagens da nossa cidade mas sempre tem mais um para ser comentado e para tanto temos um vasto espaço para ser preenchido com o seu cabedal de qualidades. Hoje o personagem em foco chama-se JOSÉ DE QUEIROZ SOBRAL, ou simplesmente, JOSÉ SOBRAL, como todos o conhecem. Há um detalhe muito especial que não se deve esquecer é o quanto o nosso conterrâneo valoriza a sua terra natal e o amor que lhe dedica, bem como aos seus parentes e amigos aí residentes.

Nasceu em 18 de maio de 1938 e tem um rico histórico a ser comentado, levando-se em consideração a sua trajetória de vida, desde a sua infância na terra natal e a carreira que abraçou na vida profissional, no Recife. Está aposentado desde maio de 2007 mas até completar o seu tempo para aposentadoria, "ralou muito" no exercício de suas funções, nos diversos locais para onde foi levado em razão de necessidades funcionais.

Convivemos um bom tempo juntos por razões óbvias e experimentamos alguns momentos interessantes, com muitos fatos dignos de comentários. Por exemplo, na Escola de Aprendizes Marinheiros, na região de Peixinhos - Olinda, onde nos encontramos, nos idos da década de 1950, nos apresentamos em alguns shows de frevos, com exímias dançarinas se apresentando para a marujada, época em que eu era agregado da marinha como músico, tocando bombardino na banda de música, cornetão na banda marcial e trombone na orquestra. O meu dileto primo, nessa época ainda não dedilhava o pinho mas já carregava toda a vocação da família de violonistas e era dado a tocar um surdão ou qualquer outro instrumento de percussão. O que aconteceu, porem, foi que a sua vocação podia ser para tudo menos para marinheiro e mais de uma vez fugiu da escola, pulando o muro que dava para a Av. Cruz Cabugá, voltando para a casa da família que morava no bairro de Beberibe, se não me falha a memória. Foram tempos vividos com muita expectativa e sonhos dourados que cada um de nós alimentava, para um futuro ainda pouco delineado e cheio de incertezas. Depois dessa época, já que a marinha não foi o nosso destino, nos separamos e cada um tomou um rumo diferente, voltando a nos encontrarmos anos depois, agora não mais adolescentes e já homens formados, cada qual com uma certa bagagem de experiências e preparados para enfrentar a vida, cada um  no seu respectivo campo profissional. O meu dileto primo, após atuar em diversas atividades, entrou para o serviço público estadual até sua aposentadoria, ocorrida em maio de 2007.

Eis alguns dados pessoais do nosso Personagem:

Formou-se em Direito; seguiu a carreira de Funcionário Público, como Auditor Fiscal do Tesouro do Estado de Pernambuco; tem como principais "hobbies": fazer caminhadas pela praia de Boa Viagem; receber e enviar e-mails; jogar "paciência" e, principalmente, dedilhar o seu estimado e inseparável violão. E, falando em violão, eis um pouco da sua trajetória no aprendizado desse maravilhoso instrumento: os primeiros acordes ele aprendeu com sua própria irmã Rosalva (ou Vavá, para os familiares e amigos mais íntimos), lá pelos idos de 1955; depois, cantando em serestas e observando alguns saudosos violonistas como: Totoinho, Conrado Felix, Moacir Pereira (nosso saudoso primo), André Vilarim, Maurício Martins e José Laiete. E, posteriormente, já no auge da Bossa Nova, teve professores exímios como os irmãos Cel. Expedito e Edgar Queiroz, aprendendo os famosos acordes do tipo "aranha" e a batida sincopada que o novo ritmo exigia. Temos saudosas recordações dessa época áurea das serestas que eram tradição na nossa cidade e que, infelizmente, caiu de moda e ninguém mais se arrisca a uma aventura dessa natureza.

O nosso primo Sobral ganhou um apelido histórico de "Bonga", desde a época do saudoso Cel. Gabriel Mariano e cuja origem poucos sabem, só ele mesmo, o "por quê" desse nome. Mas, como para nós primos e amigos íntimos, ele sempre foi o "Zé Bonga", em janeiro do corrente ano eu, caminhando pela praia de Boa Viagem, pensando cá com meus botões, recebi os seguintes versos:

                                                               "Bonga, bonga, bonga le-rê

                                                                 Bonga, bonga, bonga la-rá

                                                                 Quero me encontrar com você

                                                                 Trocar umas idéias e matar a saudade

                                                                 Vai ser muito bom reviver

                                                                 Aqueles velhos tempos

                                                                 Da nossa mocidade".

 

E, de fato nos encontramos ainda no Recife e depois na nossa querida e inesquecível Tacaratu, onde pudemos curtir bons momentos de recordações e de agradabilíssimos bate-papos, trocando idéias e recordando tempos memoráveis das nossas épocas passadas e de farras inesquecíveis que estão gravadas em caráter permanente na nossa memória da qual jamais serão deletados.

                                                               Com um abraço saudoso do primo-irmão e amigo que lhe tem em altíssima consideração e lhe dedica um grande carinho e especial admiração.

 

                                                                GÊ CARVALHO.





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