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Tacaratu - PE - 14/07/2013

Sendo Filho de onde sou

Fonte: Paulo Félix

Sendo filho de onde sou me faz compreender que ser compreendido é antes de tudo um exercício natural de generosidade para consigo mesmo e que pode ser aprimorado no labor do dia-a-dia, caso haja boa vontade; sendo filho de onde sou induz a necessária captação de resultados para o desenvolvimento humano e em sã consciência, sem se colocar em desperdício ou almoeda; sendo filho de onde sou, é por fim, um pouco do entendimento de si para com consigo mesmo, para então, a partir daí, começar a perceber, captar e potencializar o mínimo que ronda e que há de fato ao redor. No desperto de um momento a certeza da hora que chega e faz valorizar as minúcias que, cumulativamente, levarão a grandeza que é o conjunto de propriedades e de qualidades manifestadas em funções orgânicas e que compõem o que há de mais belo, mais sensível e mais resplandecente na vida humana em suas contínuas atividades, pois, notadamente como privilégio a vida para qualquer ser vivente, até mesmo para aqueles que a lançam em desventuras, desvios desnecessários, como se passassem por ela a revelia dos tempos e sem nenhum compromisso, descuidados, prestes a se surpreenderem, para que acordem um dia e entendam o seu real valor, é, antes de tudo, a mais importante razão sem que lhe importe a forma. Melhor ainda é quando se acorda com o sol, preenchendo o tempo para dormir com a lua, mas, aproveitando para construir instantes preciosos, notáveis, dignificados, pela construção independente dos desvios que houverem, porém, sem perdas de objetivos, com ações que elevem a própria vida e a coletividade, colaborando diretamente sim, mas, apenas quando o outro de fato necessite. Respeitando que a vida do irmão a ele próprio pertence, portanto, sempre será de responsabilidade dele.

Seguir no labor de suas próprias tarefas é preciso, objetivando construir exclusivamente a parte que lhe cabe e de forma responsável, mesmo que aparentemente seja apenas por garantia da própria dignidade humana que faz empenhar esforços para sentir o açoite posterior do prazer pelo feito, para deixar-se vagar entregue a "flashes" resultantes da jornada cotidiana e as nuanças esparsas, que aduzem a consciência em decorrência de mais uma jornada cumprida. Assim, para que tudo possa se completar sem fugas a regras e nem a realidades inevitáveis que já não abalam por exposições de regressos que se distanciam com as tantas andanças, tênues êxitos, compreensão: sendo filho de onde sou!

Mas é que a luz do teu caminho me atrai e expande o teu horizonte para me atingir em cheio. E é com a mesma intensidade que me desvela, revela sem máculas, gratidão, para que eu te perceba a minha frente, aos meus lados, já que aos meus lados te sinto, eu dentro de você, para te escrever em mim em detalhes; você e eu vivos; minha espécie de tatuagem, teu retrato; tua força, força veementemente viva que me marca e me circunda nas mais altas elevações geográficas que até parecem avizinharem-se ao céu. Tacaratu, foi vindo para crescer sob o teu teto de louça e por entre os efeitos cultuáveis de uma cultura vigorante que fortalece laços e protagoniza entrega que pisei para ser tua parte, a mais ínfima parte, embora íntima, que em meio a tantos adeptos de teus minuciosos aspectos me fiz saber quase; sem alardes e sem ecos, porque dimanam de dentro, lá da extrema raiz das tuas serras, o amor e luz que fazem fluir teu nome: Tacaratu. Meu gesto atrevido afeito a tua matricialidade; sinal da Luz, cheiro de mato, um fato; teu olhar moreno, silêncio vagante, coisas de Deus! Cantiga que diz, eu te pergunto e quero te contar; meu tempo, história poética, verso suave; corrente forte, eu te aprendendo e apreendendo em mim; eu soletrando pra te decorar em mim; porque assim te busco e te vivo, teu caminho me leva sempre; teu reflexo aceso em mim, tua generosidade, minha esperança e gratidão; teu grito me identifica e abranda o ego; teus abraços quase meus; teu refúgio meu espaço, tuas dúvidas, garantias e respostas; teu olhar, olhar materno; teu rumo, meu rumo certo: sendo filho de onde sou.





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