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Tacaratu - PE - 05/05/2014

Um Sorriso Só, não Basta!

Fonte: Paulo Félix

Não dissesse Ele pelas leis naturais da criação, por onde elege o ser humano como único dotado de inteligência, capacidade de discernimento e de uma enorme abundância de sentimentos, potencializados quando de suas exposições de dentro para fora, que seria da vida em seu magnífico estágio de evolução? Não levasse a fenomenal consciência à indução de decisões entre ir ou ficar, dizer ou calar, agir ou retroceder, e não bastassemas conturbações dos turbilhões que o homem crioue alavancou e que ora tentamos romper, que seria da preciosa dádiva do Poder da Criação, e que a recebemos exigidos por isto, apenas o bom senso e a responsabilidade pelos atos praticados? É que diante daquilo que nós mesmos criamos para empecilhos, entraves, esquecemo-nos de sorrir. E sorrir ilumina o dia e identifica verdades muito próprias do ser.Sorrir é rir sem transmitir som, já que um sorriso não dói, apenas enobrece a quem o pratica e resplandece a quem o recebe. Um sorriso é um gesto simples, porém, muito especial. Sorrir transmite tudo àquilo que nós somos e estamos a sentir; um sorriso pode valer muito mais que mil palavras, já que não custa nada, a não ser criar uma ambiência boa, iluminada, sem resquícios de mal-estar; além disto, o sorriso muito vai significar como verdadeiro registro d´alma e faz o mundo ficar mais bonito.

 

Certamente, não fosse a infinita busca pela verdade própria ora por caminhos amenos, ora por caminhos pedregosos, mas que, até permitem regozijos momentâneos como amenizador, como estaria à humanidade em sua jornada infinita, cuja travessia denota, muitas vezes, perceptíveis desconfortos com explicitação de tristeza decorrente de negligências e de descompromissos óbvios, que resultam em desvios de rumos objetivos da própria vida, além de consequente abatimento pelo cansaço? Tantas vezes, "fingimos" não perceber o que ocorre ao nosso redor; relutantes, nos apreendemos a situações desimportantes e até ruidosas; e o tempo que passou oportunizando-nos com tantos exercícios benéficos, já não existe, é simples passado. Daí, as dificuldades de instantes, acrescidas pelos fardos adquiridos, que se avolumam e pesam para carregar. E sem saída ficamos tristes! Passamos a questionar, questionando-nos; a julgar, julgando-nos; a adoecer sem estarmos doente; utilizando-nos das ferramentas mais despolidas possíveis, subjugando ou culpando outros pelos nossos próprios problemas. Raramente, porém, somos capazes de perguntarmo-nos: por que estamos tão tristes? Ao longo de toda existência humana são detectados pontos (momentos), às vezes sistemáticos, às vezes esporádicos, em que a tristeza como um sentimento humano, ressalta-se sobre a coletividade a expressar-se como desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo. É comum a tristeza ser descrita como algo amargo, ou como dor, ou como sentimento de incapacidade, ou até mesmo como algo escuro - trevas. A tristeza, ainda segundo especialistas, pode ser consequente de emoções como o "egoísmo, a insegurança, a baixa autoestima, a inveja, a imaturidade, o medo e a desilusão". Em algum momento do século passado, mais precisamente entre o final dos anos 70 e inicio dos anos 80, quando sob os ataques e desmandos de ditadores, a América Latina foi vista e escrita por filósofos, escritores, poetas e compositores, como uma ambiência triste. Segundo esses o jovem estava triste! Independente dos movimentos de massas politico-culturais que ocorriam, especialmente nas áreas da música e do teatro. E de olho nesse passado não muito distante é possível perceber outros instantes de oscilação da humanidade entre a alegria possível e a tristeza que a envolve. O desânimo advindo da descrença e do cansaço que a sacode, muitas vezes fortalecido pelo ego ou pela gana materialista que finda por sucumbi-la. Mas, se refletirmos de certo a conclusão será inevitável: não nascemos para sermos tristes. Problemas todos têm, pois, que os consideremos rotas importantes para o aprendizado. E ao invés de deixarmos de rir, que persistamos pela conquista do sorriso intenso, verdadeiro, purificante e permanente, capaz de transformar a nós mesmos e a aquele que vem. Os princípios naturais mostram o turbilhão que ora vivenciamos na travessia.  E isto é um fato! Bem como inevitável por consequência de atitudes impensadas, amontoadas durante a escalada por nós mesmos, para nelas tropeçarmos. Independentemente, sorrir ainda é deleitar-se da própria maravilha de ser criatura, extensão do Poder da Criação; é poder ser com toda intensidade e mostrar-se sem minimizações ou ranços; é aceitar ao outro com verdade e com pureza d´alma, ascendendo-lhe mil e uma possiblidades, para que este se sinta capaz de olhar para os próprios feitos sem busca de erros. Espiritualizar-se para conscientizar-se das necessidades é tão necessário quanto ajudar aos retardatários de jornada, porém, ninguém poderá viver por ninguém.

 

Como andarilhos lentos ou rápidos e, independente do Livre-Arbítrio, haveremos de construir o bem em nós mesmos. Então, porque relutâncias vãs? Navegar com controle absoluto do próprio leme, é saber manifestar-se com naturalidade diante da adversidade que se nos impõe; é seguir a rota traçada com boa vontade, a fim de apoderar-se de conhecimentos amplos e universais; é estarmos atentos aos reais objetivos da vida e nos mantermos libertos de amarras.  A partir daí, estaremos mais atentos às coisas de Deus pelo Mestre Jesus, e o mundo, sem dúvidas, será bem melhor para todos quando sob efeitos de pinceladas naturais de amor, que se repercutirão em um sorriso pleno, fluidificado sem envenenamentos ou obrigatoriedades, mas, como um instrumento real, consciente do próprio poder que despertará sinais de um amanhecer que diz que um sorriso só, não basta!

PAULO FÉLIX





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